domingo, 13 de setembro de 2009

Deus sem tempo nem lugar

Texto extraído do livro "O Universo numa Casca de Noz", de Stephen Hawking
"A relatividade geral combina a dimensão temporária com as três dimensões espaciais para formar o que se chama espaço-tempo. A teoria incorpora os efeitos da gravidade, afirmando que a distribuição de matéria e energia no universo deforma e distorce o espaço-tempo, de maneira que já não é plano. Os objetos tentam mover-se em trajetórias retilíneas no espaço-tempo, mas como este está deformado, suas trajetórias parecem curvadas: movem-se como se estivessem afetados por um campo gravitacional.

Uma tosca analogia da situação, que não devemos tomar muito ao pé da letra, consiste em imaginar uma lâmina de borracha. Podemos depositar sobre ela uma bola grande que represente o Sol. O peso da bola afundará ligeiramente a lâmina e fará que esteja curvada nas proximidades do Sol. Agora se rodamos pequenas bolinhas sobre a lâmina, não a percorrerão em linha reta, mas sim girarão ao redor do objeto pesado, como os planetas orbitam ao redor do Sol.

A analogia é incompleta porque nela tão somente está curvada uma seção dimensional do espaço (a superfície da lâmina de borracha), mas o tempo fica sem perturbar, como na teoria newtoniana. Mas, na teoria da relatividade, que concorda com um grande número de experimentos, o tempo e o espaço estão inextricáveis entrelaçados. Não podemos curvar o espaço sem envolver deste modo o tempo, portanto, o tempo adquire uma forma. Ao curvar o tempo e o espaço, a relatividade geral os converte em participantes dinâmicos do que ocorre no universo, em lugar de considerá-los como um mero cenário passivo em que ocorrem os acontecimentos. Na teoria newtoniana, em que o tempo existia independentemente de todo o resto, podia-se perguntar: que fazia Deus antes de criar o universo? Como disse São Agustin, não deveríamos brincar com estas questões, como o homem que disse «estava preparando o inferno para que pusessem perguntas muito complicadas». É uma pergunta séria que a gente se expôs ao longo de todas as épocas. Segundo São Agustin, antes que Deus fizesse o céu e a Terra não fazia nada absolutamente. De fato, esta visão resulta muito próxima às idéias atuais.

Na relatividade geral, o tempo e o espaço não existem independentemente do universo ou separadamente um do outro. Estão definidos por medidas efetuadas dentro do universo, como o número de vibrações de um cristal de quartzo de um relógio ou a longitude de uma cinta métrica. É facilmente concebível que um tempo definido deste modo, no interior do universo, deve ter tido um valor mínimo ou um valor máximo —em outras palavras, um começo ou um final—. Não teria sentido perguntar o que ocorreu antes do começo ou depois do fim, porque tais tempos não estariam definidos."
Comento
Primeiro, se você não entendeu nada, dê uma lida neste artigo aqui. O texto não trata especificamente de Deus ou da criação, mas suas conclusões trazem reflexos no modo de como pensamos a origem de tudo. Muitos ainda pensam o tempo ao estilo newtoniano, um conduto contínuo, que começou no "infinito para trás" e acabará no "infinito para frente". No entanto, o tempo não é assim. O tempo como conhecemos, ou melhor, pelo qual somos capazes de conhecer, é intrinsicamente relacionado com o espaço. Em outros palavras: apenas existe tempo porque existe espaço; na verdade, tais são descritos como espaço-tempo, na física contemporânea. Como conclui o excerto, não há sentido em perguntar o que ocorreu antes do começo, por este tempo não estar definido.
Então, se o Universo foi, num "momento zero" criado por Deus, antes deste, por decorrência, não existia nada. Não existindo nada, não existia espaço ou tempo. Assim, a existência de Deus antes da existência do Universo (condição para que Ele o criasse) só é possível se Ele for um ser não compreendido pelo espaço-tempo, ou seja, que não tenha existência no espaço-tempo: seja adimensional. Este pensamento complica um pouco se se pensar que as dimensões do espaço-tempo (quatro, na verdade, possivelmente são dez ou onze, mas apenas quatro são perceptíveis) abrangem todo nosso universo. Isto implica perguntas irrespondíveis como "Onde está Deus?" ou "O que Deus está fazendo?", pois, se for adimensional, Deus não está em parte alguma, não podendo fazer qualquer coisa.
Pensemos ao inverso: Deus não é adimensional e esteve presente na Criação, como está hoje, em todo espaço criado. Admitamos também que Ele poderia criar tudo e fazer tudo, de acordo com sua vontade. Porém, espere um pouco: isso significa a existência de um espaço, pois para Deus estar presente, deve estar presente em algum lugar. Mais: se ele poderia fazer tudo de acordo com sua vontade, é necessário que existisse tempo, para poder cogitar uma vontade e realizá-la. Entretando, se, para Deus criar o Universo, é preciso que o espaço-tempo já existisse, então o Universo já existia, já que aquele apenas existe neste. Desta feita, o que Ele criou?
Em 17/11/2009:
Acho que há falhas estruturais nos conclusões que tive. Pois apenas comparei duas conclusões possíveis de duas teorias distintais, uma Física e outra Religiosa, sem me ater a todo raciocínio prévia que as embasam, às diferenças conceituais que as mesmas palavras podem ter. Por exemplo, não posso admitir que um pressuposto "momento zero" tenha o mesmo significa na Física Moderna e na religião cristã, nem que o conceito de "Origem" seja idêntico em ambas.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Matemática do Dilúvio

Extraído do site: http://www.biblia-ciencia.com/art/a-12-noe-diluvio-ciencia.htm

"O Dilúvio Bíblico e as Evidências Científicas
Ruy Miranda (Ele não é pessoa religiosa) Textos da Bíblia e a Ciência
Existe um desacorde entre a informação da Bíblia, no Livro do Gênesis, relativa ao dilúvio, e dados científicos e técnicos disponíveis hoje. Tal desacordo situa-se no volume de água envolvido no processo. Segundo o texto bíblico, choveu muito, a terra foi coberta pela água da chuva, incluindo-se os montes. Segundo os dados obtidos por medições da água em suspensão na atmosfera e da área que essa água poderia cobrir, é impossível que o nível da água proveniente dessa chuva cobrisse sequer 1 (um) metro de toda a superfície do planeta.
Acontecimentos Anteriores
Deus resolveu destruir o homem e os outros animais que habitavam a terra. Achou por bem, contudo, poupar Noé, sua família e representantes de cada espécie animal. Instruiu Noé a fazer uma arca que os manteria vivos durante um dilúvio. Quando Noé, a família e os animais já se achavam dentro da arca, começou a chover. A chuva caiu sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites.As águas cresceram e levantaram a arca, que foi elevada sobre a terra. As águas iam sempre crescendo, engrossando e subiam muito acima da terra, e a arca flutuava à superfície das águas. A enchente aumentava cada vez mais, e tanto que cobriu os altos montes existentes sob os céus; as águas ultrapassaram quinze côvados o vértice dos montes por ela cobertos. A questão que se coloca é: havia tanta água em suspensão na atmosfera para cobrir os montes? As evidências apontam para uma resposta negativa.
Água na Atmosfera e Água na Terra
O que teria acontecido se toda a água existente na atmosfera tivesse caído durante aqueles quarenta dias e quarenta noites?Os cálculos indicam que na atmosfera do planeta existem aproximadamente 0,013 x 1015 m3 de água. Isso corresponde a aproximadamente 13 x 1018cm3 de água. Então a pergunta fica sendo assim: o que teria acontecido na superfície do planeta se, durante quarenta dias e quarenta noites, 13 x 1018cm3 de água caíssem em forma de chuva?
Para responder esta pergunta precisamos saber a área da superfície do planeta. Ela é de aproximadamente 510.067.000 Km2. Isso corresponde a aproximadamente 51 x 1017cm2. Se admitíssemos que o planeta é todo plano e que os mares, lagos, rios e córregos ficassem no mesmo nível do que é terra, essa água ficaria em uma altura que é fornecida por uma equação simples, a saber: V = A x h onde V é volume, A é área e h a altura. Para se obter a altura a equação é a seguinte:
h = V/A
Substituindo-se V pelo volume de água existente na atmosfera e A pela área da superfície do planeta, temos: h = 13 x 1018cm3/51 x 1017cm2 = 2,55 cmLogo, se toda a água existente na atmosfera caiu sobre o planeta, independente do tempo da chuva, a altura atingida foi de 2,55 centímetros, segundo os dados disponíveis. Deparamo-nos então, com o primeiro desacordo entre a Bíblia e nossos conhecimentos atuais no que diz respeito ao dilúvio.
Água nos Mares
Uma vez que a existência de montanhas compromete a conclusão acima, vamos admitir que toda a água em suspensão caísse sobre os mares, lagos, rios e córregos. Sabemos que eles ocupam 70% da área do planeta, ou seja, 35,7 x 1017 cm2. Neste caso, os mares, lagos, rios e córregos aumentariam de altura segundo a equação:h = V/A = 13 x 1018cm3/35,7 x 1017cm2 = 3,64 cmLogo, se toda a água caísse somente sobre os mares, lagos, rios e córregos ou, se a água da chuva que caísse sobre o planeta escorresse para essas áreas líquidas, o aumento no volume de água seria de 3,64 cm de altura. Isso também é insuficiente para causar inundação.
Água na Terra
Imaginemos agora que, por vontade divina, a água em suspensão na atmosfera caiu apenas na parte sólida e não escorreu para os mares, lagos, rios e córregos. Ou seja, caiu apenas sobre a área sólida, que corresponde a cerca de 30% da superfície do planeta - e nela ficou estancada. Neste caso, a altura atingida teria sido:
h = V/A = 13 x 1018cm3/15,3 x 1017cm2 = 8,5 cm
Logo, se toda a água da atmosfera caiu somente sobre a parte sólida do planeta e ficou estancada nela, essa água atingiu a altura de 8,5 cm. Isso é também insuficiente para caracterizar uma inundação.
Chuva Circunscrita ao Oriente
Admitindo-se que, por vontade divina, a água tenha caído sobre a "humanidade" de então, e ficado estancada em uma parte do Oriente Médio, o que teria acontecido? Antes de responder, vamos circunscrever a região. Deduz-se do Livro do Gênesis, que a história bíblica que vai da criação, passa pelo dilúvio e chega até Moisés, ocorreu em uma área geográfica do Oriente que englobaria, no máximo, o que são hoje os territórios de Israel, Palestina, Líbano, Jordânia, Iraque, Turquia, Síria, Arábia Saudita, Irã, Egito. Esses territórios, somados, correspondem a uma área aproximada de 6.437.900 Km2. Esta área é, aproximadamente, 1/80 da área do planeta.Logo, se a chuva caiu apenas nessa área e ficou sem escorrer para os mares, a altura alcançada foi de 80 vezes a altura encontrada para todo o planeta, ou seja, 2,55 cm x 80 = 204 cm = 2,04 m. Esta altura ainda é muito pequena em comparação com a descrição bíblica.
Área Ainda Mais Limitada
A narrativa bíblica, até a época do dilúvio, permite deduzir que o cenário dos eventos foi uma parte do que são hoje os territórios do Iraque, Síria, Turquia, Jordânia, Palestina, Israel e Líbano. Contudo, é impossível estabelecer esse cenário com precisão. Considerando-se os territórios na sua integralidade, tal como são hoje, os três somam uma área de 1.537.886 Km2. Isso corresponde a aproximadamente 1/331 da superfície total do planeta. Ou seja, se a água que se achava na atmosfera caiu, por vontade divina, apenas ali e ficou estancada, a altura atingida foi de 2,55 cm x 331 = 844 cm = 8,44 m. Isto ainda está muito longe de atingir o que está descrito na Bíblia, mesmo que consideremos as áreas ocupadas por montanhas.
Discussão Complementar
Pode-se argumentar que:
-- A água existente na atmosfera à época do dilúvio era maior.
-- O volume de água que cai hoje durante um ano, com as chuvas, na superfície do planeta, é maior do que o volume citado de 13 x 1018cm3.
É improvável que o volume de água na atmosfera fosse maior do que é hoje. Se fosse o dobro, causaria muito desequilíbrio ambiental e, ainda assim, a altura alcançada seria insignificante quando comparada com as proporções bíblicas. O volume de água que se precipita sobre a terra durante um ano é cerca de 30 vezes o volume que fica em suspensão na atmosfera. Isso se deve ao movimento contínuo de evaporação-precipitação-evaporação. No dilúvio bíblico, choveu durante quarenta dias e quarenta noites, e, por isso, não houve evaporação - teria caído a água que se achava na atmosfera.
Conclusão
Conclui-se, finalmente, que existe um desacordo muito grande entre a Bíblia e os nossos conhecimentos atuais, adquiridos pela pesquisa científica, no que diz respeito ao dilúvio."

Comento
Sou sincero, não fiz os cálculos para verificar se estavam corretos. Sei, isto não prova nada, mas me fez pensar em algo: Se o dilúvio ocorreu, para onde foi toda a água do dilúvio? Afinal, segundo o relato bíblico, as águas cobriram os montes, por dias!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Cada uma no seu quadrado

Antes do surgimento de questionamentos quanto a que ponto de vista analiso os fatos, qual seria minha formação religiosa e como enxergo a relação ciência e religião, explico: Não sou hipócrita em dizer que analiso tudo com imparcialidade e que pugno apenas pela verdade. Não. Analiso e interpreto os fatos a partir do meu ponto de vista, e todos fazem isso, consciente ou inconcientemente.

Tenho formação cristã, embora sempre acreditei que o que eu sabia e era me ensinado pela igreja não eram tudo, ou seja, nunca tive a visão de que a minha "verdade" era "mais verdadeira" que a do vizinho; sempre busquei harmonizar conhecimentos religiosos. Lembro-me de uma frase que disse, em minha adolescência: "Possivelmente Deus, em sua infinita sabedoria e consciente da diversidade do pensamento humano, tenha criado diversos caminhos religiosos para os seres humanos."
E é nesse espírito de harmonização que penso a relação ciência e religião. Não há conflitos, e não devem haver. Não acredito ser herético duvidar da historicidade dos fatos narrados na Bíblia, nem penso ser anacrônico defender que determinadas condutas são pecaminosas. Inexiste conflito por tais discursos ocorrerem em campos distintos. Refiro-me ao método religioso e ao método ciêntífico.
Não é crível transportar os postulados científicos para pensamento religioso, e vice-versa. Considerar escritos religiosos como textos científicos é tão absurdo quanto afirmar que o manual de instruções de um equipamento de laboratório foi revelado por uma entidade divina... E, percebam, normalmente quando essa transposição é feita, chega-se a conclusões absurdas, pois pode-se chegar a quaisquer decisões, já que você pode fundamentar de qualquer maneira sua conclusão.

Sinceramente, algumas afirmações religio-científicas me divertem, algumas me irritam. A posição tanto de religiosos que querem queimar os cientistas, quanto de destes que visam incinerar aqueles, e se aventuram no desconhecido a atacar o outro, com argumentos dos mais estapafúrdios, além de prejudicial ao desenvolvimento de ambos, é estéril.

Defendo, sim, a harmonia entre as partes, mas cada qual em seu campo. Acredito no diálogo entre ciência e religião. No entanto, os "dialogadores" devem respeitar a posição do outro, sem recorrer ao inútil proselismo de ambas as partes. É preciso reconhecer a religião para nossas vidas: ainda que você não seja um religioso, tem que admitir que nossa sociedade é altamente influenciada por sistemas religiosos que se sobressaíram aos demais. Também é indubitável a contribuição científica, ainda mais em dias em que a tecnologia supera nossa capacidade de utilizá-la (se você tentar ter todos os últimos lançamentos tecnológicos de todas as áreas, creio que ficará mais tempo aprendendo a utilizá-los do que os utilizando efetivamente).

Em suma, e recorrendo a palavra que utilizei no início, acredito na harmonização entre ciência e religião, desde que ambas deixem de lado o espiríto de oposição e passem a se enxergarem como complementares, cada uma no seu quadrado, como ensina a música popular.


sábado, 5 de setembro de 2009

Método Criacionista de Pesquisa

Esquerda: O Método Científico: Aqui estão os fatos. Que conclusões podemos tirar deles?
Direita: O Método Criacionista: Aqui está a conclusão. Que fatos podemos encontrar para fundamentá-la?
Em 11/09/2009:
Sei, a charge é tendenciosa. Não tenho dúvida que fora feita por um evolucionista. Mas pergunto: é possível o Criacionismo Bíblico (o qual é objeto da charge) chegar a outra conclusão pela análise de suas evidências? Creio que não, pois suas conclusões são "imutáveis", não importa quais sejam os fatos.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O Futuro no Pretérito


Sempre me questinei se, para ser religioso, é necessário ter a mente fechada às mudanças. Confesso que se fizermos uma pesquisa com pessoas mais religiosas, creio que grande parcela dela acredita que a melhor maneira de viver é a de antigamente e que não deveria ser mudado tais costumes (e até posso imaginar a expressão saudosista no rosto de quem responde assim), porém, com quase toda certeza, esta pessoa desconhece totalmente como era, de fato, este modo de vida. E, este desconhecimento é, justamente, o que me fez refletir e concluir que, no íntimo, aqueles seres pios e castos na verdade anseiam por mudança, sabem o que precisa ser mudado em suas vidas, porém, ao invés de olhar para o futuro e realizarem tal mudança, fixam-se em alvos errados posicionados na retaguarda da história como modelos que poderão salvá-los do atual estado.
Assim, por certo, toda a inovação "nova" que é criada pela mente humana, a eles, não presta, até que tal inovação deixe de ser "nova", e passe a ser passado, quando então, poderá ser tida como boa, salutar, desejável - um padrão a ser seguido. Fico com dois exemplos. O primeiro, artístico - a música: quem algum dia já participou de algum grupo religioso, com certeza nunca escutou de seus músicos um estilo de música de vanguarda, mas sempre algo já "clássico", consagrado. Claro, isto não é regra, pois há muitos grupos religiosos que celebram suas atividades com músicas "novas", porém estes não são maioria. Mas pergunto, qual música ouvem? Um estilo paralelo ao da música por eles intitulada "secular"? Não, mas esta própria música "secular", porém, uma música do passado, um pouco esmaecida pelo tempo. E utilizam esta própria música como padrão para as "novas"- se forem parecidas com ela, pode, se não, deve ser evitada; "porque boas mesmo eram as músicas de antigamente, hoje não se tem nada que preste...". Outro exemplo: as tecnologias de comunicação. Desta, creio não é raro encontrar alguém que já não tenha escutado que tais são "coisas do inimigo" e toda aquela conversa que se segue a estas afirmações. Pois bem, o que se tem hoje são grupos religiosos manifestos nos mais diversos meios de comunicação. Até o Papa Bento XVI está no Twitter? E esta presença nos meios de comunicação virou questão de sobrevivência para muitos grupos. Deixou de ser "coisas do coisa ruim" para virar "instrumentos de disseminação de crenças".
Não julgo errada esta mudança de posição, quer nestes e noutros assuntos. Inconscientemente todos querem mudar, todos querem melhorar de vida, todos querem se divertir,trabalhar menos e viver mais. Mas acho ser mais difícil tentar caminhar olhando para trás, como a maioria dos grupos religiosos o fazem.